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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Literatura e Humor


DEU A LOUCA NA VOVÓ


Vinicios Teixeira

Enquanto isso... A Bela perde seu sapatinho de cristal que as fadas lhe deram. A Cinderela é devorada pela Fera que, por ironia do destino, não se apaixona por ela. Alice sucumbe à maçã envenenada que ganhou do Chapeleiro Maluco. Branca de Neve é ultrajada pela Rainha de Copas e seu exército de anões. Rapunzel vendeu suas tranças para um salão de Mega Hair e nunca mais saiu da torre. A Bela adormecida entrou em coma e nunca mais despertou! A Chapeuzinho Vermelho ficou com tanto medo do Lobo que se escondeu na casa dos três porquinhos, o Lobo nem precisou assoprar, veio um furacão chamado “Sandy” e derrubou a casa deles. Aí ficou fácil, o Lobo comeu os três porquinhos e a pobre Chapeuzinho. Logo em seguida, o lobo dirigiu-se para a casa da vovó de Chapeuzinho, que dormia em sono profundo com a face branca e serena recostada sobre o travesseiro, os cabelos longos e trançados dispostos ao lado de seu corpo e que chegavam até seus pés, que calçavam lindos sapatos de cristais, estava ela vestida com um gorro vermelho! O lobo, por sua vez, ficou ali alguns instantes, admirando a beleza e a magnitude daquela senhora e em um suspiro de deleite a fez acordar:
- Oh! Meu adorável e tão esperado príncipe salvador. Por que me olhas assim, com esses olhos tão arregalados?
- Para vê-la melhor, meu amor!
- Ah, sim! Mas para que essas orelhas tão grandes?
- Para estar sempre atento aos seus desejos e vontades minha beatitude.
- Ah! E para que essa boca e esses dentes tão grandes?
- Para sempre te esperar sorrindo e dizer-lhe que eu não sou o Roberto Carlos, mas que esse cara sou eu... E viveram felizes para sempre!

Foto: Nathalia Kammer
E ASSIM, SE FORMOU O CAOS DOS CONTOS DE FADAS!!! 



terça-feira, 6 de novembro de 2012

Literatura e Humor


Noite de caça


por Ana Carolina Silva

Me desfaço em fumaça
E me confundo
Me camuflo no breu do céu
Quero a rua
Sou qualquer coisa que vaga
Que flutua errando
Te busco
Eu só procuro
E quando acho, não laço.
Não sou densa
Não me encaixo
Eu só te busco
Até mesmo enquanto durmo
Eu só te caço
Assim, sem armas
Sem tocaia já pensada
Eu penso tanto
E nunca sei como te tocar
E te convencer a vir comigo
Eu me enfureço
Pois procuro e encontro
Sem qualquer recompensa
Ando flutuando assim, descompensada
Mas pensando que a caça compensa.
Te busco
Eu só procuro.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Literatura e Humor

 Luana Cerqueira Viana
Foto:  Luana Cerqueira Viana

Salão dos Saudosistas



Saudade estúpida a minha
Se exibe em sua melhor dança
Abstraído se esfrega em mim
Sabe seduzir e convence
E me faz lembrar...
No salão me fez saudar os piores tempos
E me diz ser seu divertimento
Saudade estúpida
Tocando ao fundo sua melhor música
Me usa.

Luana Cerqueira Viana

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Literatura e Humor


O Mar bem de longe

Enquanto for
Só uma imagem debaixo do cursor
arrastada daqui pra ali na tela
até ser salvo na minha pasta de desejos

Prometo com
linha, densidade e alguma cor
te amar a ausência,cotovelado na janela
até ser alvo de um vento trazendo seu beijo

Olhando para o céu azul de verão
Sempre chego até você
As nuvens sob meus saltos, pra amortecer

A chuva no horizonte,o banzo no coração
Um trovão tão forte,quase o posso ver
E de tão,tão alto fez a distância tremer.

Jaquescigarra Cigarra Cigarra

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Literatura e Humor

Sono e poesia!

Arte, Viver, Ar...
Liberdade!
Anseios, sonhos e poesia
Sono e poesia... (maré)
Sonata, tropical, azul
Verde, poesia, bossa nova
Música, devaneios e livros
Sono e poesia!

Ouvir estrelas

Que tal ouvir poesias?
Que tal sonhar com tais palavras
Que apaixonam o ser sensível?

Que tal letrar-se das anti-palavras?
E derrubar as palavras com estrututras desestilizadas!

Que tal viajar por entre as letras e apaixonar-se pelo desconhecido?
Que tal estudar a cultura?
E aprender que tudo por mais que seja poesia
Tudo é um nada que tem um outro plano inexistente?

Que tal? Que tal?...

Encanta-te com o saber
E entrega-te a sabedoria...
Que não está somente expressa nos livros
Mas sim na criação das palavras!


Carlos Henrique de Brito Furquim

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Literatura e Humor

Ramon Henrique

Literatura e Humor

Roda viva

A roda gira
Troca de lugar
Sobe
Desce
Faz curvas
Passa no asfalto
Na estrada de chão
Fica na direção
Sem parar
Vai na contra mão
Acelera
Desequilibra.
Cuidado para não cair!

Opa!

Eu tô aqui
No mundo
Para o mundo
De gente
Racional
Irracional
Pra conhecer
Reconhecer
Pra ouvir
Pra dizer
Que todo mundo
Faz parte de mim.
Quebra-cabeça infinito
De pessoas, cores e flores
De tempos, realidades e realizações.

Por Gabriela Heidenreich

Literatura e Humor



Seus defeitos

Eu sei que te amo

Porque me encanta

Seu português (in)correto

Seu sorriso sem graça

Seu olhar inseguro

Seu mau humor assustador

Seu cabelo bagunçado

Sua roupa sem estilo

E sua falta de jeito

Eu sei que te amo

Porque amo seus defeitos.



Betysa Martins

Literatura e Humor

Re-ligações por sinais

De manhã acordo com as badaladas de sinos
Será uma torre a despertar devaneios londrinos
Com seu sino percutido num horário britânico
Ou a comunicação barroca na linguagem dos anjos?

Ao sair de casa, rumando ao tempo porvir,
Ouço umas sublimes sinfonias inefáveis a tocar
São os sinais de antiqüíssimas igrejas que ali
Guardam resquícios épicos de sinos que continuam a cantar

Pelo caminho atravesso inúmeras pontes que, sob suas abóbadas
Escondem quilos e quilos de pepitas de ouro
Ligando as margens dos tempos mais remotos da história
Aos mais importantes acontecimentos vindouros

Tempos que me vêm sempre a bater na porta
De minhas lembranças guardadas na memória
Despertada por várias lavadeiras em coro
Que cantam à beira das pontes suas tristezas e glórias

No fim da tarde, novamente, os sinos tocam para anunciar
Na mais singela de suas benevolências
Desde a morte de um plebeu que eternamente se calará
Até a alegria de reis felizes pelo seu filho em nascença

De noite, sonhando, regozijo de uma nostalgia sem fim
Referente aos tempos, antigos ou futuros, que não cheguei a viver
Mas que, através de re-ligações por sinais, descrevem a mim
Um amor, que na história de minha amada pátria, sempre há de crescer.

Nitai Goura de Souza Perroni

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Literatura e Humor



Breve reflexão filosófica acerca das levianas
variações linguísticas

(por Mário Kultz O’Nette, Doutor em Linguística Incomparável pela USSP, e funcionário público nas horas vagas)


          Dentro das delimitações desse assunto de tamanha complexidade e singeleza - se analisado, a partir de uma perspectiva quase que exclusivamente pernético-hajalmsleviano-satírica - após, divagante, muito perscrutar - como de praxe - baseado em Conde de Canhameville, encontro um vasto campo de imensa amplitude {num espectro relativamente-relativizante-relativista [como na aprazível obra A Pedra, oriunda da indecifrável mente etérea de Petriuss Krakovzky (que, por sinal, deve-se dizer, foi pensada e escrita com um alucinante desprendimento dos fatores chamados lúcido-realísticos)]} público-ócio-funcionalista, fato que me conduz - com o apoio filosidiótico do clássico dos clássicos da alto-auto-ajuda universal, do tipo “como sobreviver a um ‘papo-cabeça’ sem sair do bar ridicularizado pelos cu...ltizinhos, pseudos e afins”. Compreendendo toda a filosofia euro-eurocêntrica-européia em uma palavra, jóia retalmente concebida pelo cool e cultíssimo escritor de best-sellers, bem sucedido empresário do ramo de vasos sanitários e professor de universidade federal, quando lhe sobra um tempo, Dr. Valter da Decka -, de uma maneira que se apresenta, de certo modo, um tanto quanto vero-dadaísta (no sentido mais usual do termo, ou seja, sentido nenhum), a crer que “essas poético-parafrazizações hipotéticas e pseudo-trocadilhosas-satirizantes das conexões reto-linguísticas, que revelam-nos sua vulnerabilidade, por apresentarem a problemática da ausência de embasamento nos gênios da pub-philosophy européia, não merecem consideração” (MARAVILHA,1971:pp.3-879). Sendo assim, a questão se torna, por demais, problemática e, por isso, merece ser melhor problematizada, para que se chegue a maiores elucidações.


Breve reflexão cotidiana acerca das levianas variações linguísticas


         “Pra mim esses bagulho aí de variedade de língua deve sê respeitado. Cada um aqui falano do jeito que us mano entende, e us lá bacana falano do jeito que os otro bacana vai entendê tamém. Tá ligado? Língua é pra comunicá, certo? Nóis fala assim, escreve assim... mas, se fô preciso, nóis fala e escreve que nem eis lá tamém. Tá ligado? F*da é que tem estudioso aí - “letrado”, né? - que fica tirano o jeito que nóis fala, nesses livro chei de palavra difício que num qué dizê p*rra nenhuma de nada.” (opinião de Anônimo)


Por: Johnny M. C. Souza